Selo Indicação

EXISTEM PRECEDENTES PARA SALVAR A BOI GORDO

Por Equipe - Santo André

28/01/2004 - Atualizado há 1 ano

         
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul 27.01.2004 Questões sociais demandam interpretação flexível para concordatas

O impacto de uma falência na sociedade influencia na hora do julgamento, fazendo com que a possibilidade de recuperação seja bem avaliada. “Evidente a questão social envolvida, é de conferir-se uma interpretação mais flexível às regras da concordata”, afirmou o Desembargador Marco Aurélio dos Santos Caminha, da 5ª Câmara Cível do TJ. O magistrado prorrogou o prazo do pagamento de dívidas de uma empresa para evitar a falência do negócio e os danos à economia da região.

O Agravo de Instrumento foi interposto pelo Banco do Brasil, contra decisão da Justiça de Guarani das Missões que beneficiou a concordatária Warpol Indústria de Alimentos S/A. A sentença deferiu o pedido de prorrogação de um ano do prazo para o pagamento dos credores quirografários - os produtores rurais.

O Banco do Brasil alegou que foi estipulado um prazo de 24 meses, no qual dois quintos do valor do débito seriam pagos no final do primeiro ano e três quintos no término do ano seguinte. O agravante afirmou que a concordatária não cumpriu sua obrigação legal, fato que demonstraria sua quebra. Pediu o provimento do recurso para que fosse decretada a falência.

Com o entendimento de que ainda existia possibilidade de recuperação da empresa, o Desembargador Marco Aurélio dos Santos Caminha indeferiu o pedido do Banco do Brasil. “No caso sob exame, tenho que a relevância da questão social envolvida autoriza uma interpretação mais flexível das regras da concordata.”

Baseando-se no embasamento da sentença proferida pela Justiça de Guarani das Missões, salientou que a agravada atua no mercado há mais de 43 anos, faz parte da economia da região, com unidades em diversos municípios, sendo responsável por 41% e 43% da arrecadação de ICMS de Guarani das Missões e Giruá, respectivamente. Emprega 250 funcionários e concentra em torno de 30% das operações de aquisição de soja na região.

O magistrado, referindo-se ainda à decisão de 1º Grau, sublinhou que os mais prejudicados com a quebra seriam os credores quirografários, em sua maioria os produtores rurais. Destaca ainda que a concordatária apresentou um plano de recuperação viável, elaborado “em bases sólidas e realistas”.

O Desembargador Carlos Alberto Bencke e a Desembargadora Ana Maria Nedel Scalzilli acompanharam o voto.

O julgamento ocorreu em 27/9/01 e consta na Revista da Jurisprudência de dezembro de 2003, nº 225.

Proc. 70002477966

Voltar para a página de notícias

Leia também

O resumo da ópera 2004

O RESUMO DA ÓPERA 2004

RESUMO DA ÓPERA 2004     O ano que se encerra trouxe para o ex investidor da Boi Gordo, notícias agr...

07/12/2004
Ler notícia
Quando irei receber de volta o meu dinheiro?

QUANDO IREI RECEBER DE VOLTA O MEU DINHEIRO?

QUANDO IREI RECEBER DE VOLTA O  MEU DINHEIRO?Esta tem sido a pergunta repetida centenas de vezes pel...

02/06/2009
Ler notícia
15 de outubro- dia nacional de protestos

15 DE OUTUBRO- DIA NACIONAL DE PROTESTOS

15 DE OUTUBRO DE 2008 UMA DATA A LAMENTAR UM MOMENTO PARA PROTESTAR   Prezados Associados. Nestes úl...

13/10/2008
Ler notícia
Global brasil ataca o síndico

GLOBAL BRASIL ATACA O SÍNDICO

Fomos os primeiros a discordar do decreto de falência.Expusemos os nossos motivos exaustivamente.Fom...

03/05/2004
Ler notícia
Nova lei de falencias no senado

NOVA LEI DE FALENCIAS NO SENADO

Presidente da CNI aponta regras para a recuperação das empresas na nova Lei de Falências A introduçã...

11/02/2004
Ler notícia