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ALBG cobra fim da demora no pagamento dos R$ 210 milhões do acordo com o Grupo Golin

Por Equipe ALBG - Santo André

29/06/2026 - Atualizado há 2 meses

         
Albg cobra fim da demora no pagamento dos r$ 210 milhões do acordo com o grupo golin

A ALBG protocolou em 26/06/26, uma manifestação formal nos autos da falência da Boi Gordo pedindo que a Justiça rejeite um novo pedido de "reunião" apresentado pelo Grupo Golin e determine prazo final para o pagamento da parte que ainda falta do acordo de R$ 275 milhões. Veja o que está em jogo e por que isso importa para você, credor.

O que é esse acordo?

Em 2023, a Massa Falida fechou um acordo com o Grupo Golin no valor total de R$ 275 milhões:

  • R$ 65 milhões já foram pagos em dinheiro, em 2024.
  • R$ 210 milhões ainda estão pendentes — essa é a parte que vem sendo discutida há mais de dois anos.

Por que ainda não foi pago?

A forma de pagamento dessa segunda parte mudou várias vezes ao longo do processo: primeiro seriam imóveis rurais, depois esses imóveis iriam a leilão, e por fim as partes concordaram que o pagamento seria em dinheiro, parcelado.

O problema é que, mesmo com esse consenso já alcançado há mais de um ano, o Grupo Golin segue criando novos obstáculos para postergar a definição final — e, com isso, o pagamento.

A ALBG identificou um padrão de demora

Ao reunir toda a movimentação do processo, a ALBG constatou que, sempre que a discussão se aproxima de uma solução, surge um novo pedido de "reunião" ou "esclarecimento" — mesmo sobre pontos que já foram decididos. Alguns marcos importantes:

  • Já houve uma reunião específica sobre este tema, em abril de 2025, da qual resultou consenso sobre como o pagamento seria feito.
  • O Ministério Público já se manifestou de forma conclusiva em março de 2026, exigindo que o documento final do acordo tivesse penalidades claras em caso de atraso (multa e juros).
  • Em junho de 2026, o documento apresentado pelo Grupo Golin não trouxe nenhuma dessas penalidades exigidas.
  • Poucos dias depois, em vez de simplesmente corrigir o documento, o Grupo Golin pediu mais uma reunião para "esclarecer" o que já havia sido decidido.

O prejuízo é concreto

Essa demora não é só uma questão de prazo — ela tem custo real para a massa de credores:

  • Os R$ 210 milhões continuam fora do caixa da massa falida há mais de dois anos.
  • A disputa sobre a partir de quando incide a correção monetária representa uma diferença de mais de R$ 10 milhões entre o valor defendido pela administração judicial e o valor que o Grupo Golin quer pagar.
  • Enquanto isso, os credores continuam sem receber, mesmo já estando habilitados para pagamento, e apenas 8,5% dos créditos totais da massa foram pagos até agora.

O que a ALBG está pedindo à Justiça

Diante desse histórico, a ALBG requereu ao Juízo:

  1. Que o novo pedido de reunião seja rejeitado, por se tratar de manobra para ganhar tempo sobre assunto já decidido.
  2. Que o Grupo Golin seja obrigado a corrigir o documento do acordo em 10 dias, incluindo as penalidades já exigidas pelo Ministério Público.
  3. Que o acordo corrigido seja homologado de forma definitiva, sem necessidade de novas reuniões.
  4. Que, se o prazo não for cumprido, o acordo seja considerado descumprido e os bens do Grupo Golin que estão bloqueados sejam usados para garantir o pagamento aos credores.

A ALBG está há mais de 20 anos acompanhando este processo diariamente, sempre na defesa dos interesses coletivos dos credores. Já viabilizamos o pagamento de mais de R$ 90 milhões a mais de 6 mil credores, e seguimos atuando para que o que falta também seja pago — sem deixar que manobras protelatórias prejudiquem ainda mais quem já espera há tanto tempo.

A demora do processo não significa inércia da nossa parte. Continuaremos informando todos os próximos passos por aqui.

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